Quando se esforçam para demonstrar que não existe Deus, nem providência, nem Céu, nem qualquer esperança de vida depois da morte, os pensadores materialistas negam tudo o que dá sentido à existência humana: a realidade da alma e do espírito. Eles têm sustentado que, para o homem poder ser feliz, bastar-lhe-ia ter com que se alimentar, onde habitar, poder constituir família e estudar. Ora, na realidade, o que é que se passa? Acontece que, mesmo quando deu ao corpo, ao coração e ao intelecto tudo o que estes lhe pediam, o homem não se sente satisfeito. Verificamos isso todos os dias, em toda a parte. E por que não está ele satisfeito? Porque não cuidou de alimentar a alma e o espírito, que têm fome e sede e que reclamam! Por isso, o uso da droga – que se expande cada vez mais pelo mundo e principalmente entre os jovens – é uma advertência. É a alma que tenta fazer compreender as suas necessidades: ela sufoca e serve-se da droga para se libertar. Havia que libertar as pessoas do ópio que era a religião, não é verdade? Agora, aí estão a marijuana, a heroína, a cocaína… Será preferível?
A alma tem necessidade do espaço infinito e, quando se sente limitada, asfixiada, procura evadir-se por todos os meios. O álcool e as drogas fazem parte desses meios porque têm a propriedade de afastar a alma do corpo físico e, portanto, ao menos por um momento, dão-lhe uma ilusão de liberdade e de espaço. É por não saberem como satisfazer esta necessidade de evasão da sua alma que os jovens, coitados, se drogam. Mas isso não é a solução, porque a droga é um elemento químico que se dá ao corpo. Ora, a necessidade de evasão vem da alma, não do corpo. A droga é um indício de que a alma pretende viajar pelo espaço infinito, mas não é a droga que pode satisfazer a alma; e não só não pode satisfazer a alma, como ainda destrói o corpo. Por isso eu não aconselho ninguém a utilizá-la, qualquer que seja o pretexto. Só por meios espirituais se deve procurar a alegria, a dilatação, a liberdade, a plenitude.
Os verdadeiros adeptos da Ciência Iniciática não contam com nada que seja exterior; eles sabem que Deus colocou dentro deles todas as possibilidades, todas as riquezas, todas as substâncias de todos os laboratórios. E é aí que se deve procurá-las. Claro que isso exige muito tempo e requer esforços quotidianos, mas vale a pena. O alimento que absorverdes nas regiões sublimes da alma e do espírito saciar-vos-á durante dias e dias, porque no plano divino há elementos de uma tal riqueza que, se conseguirdes prová-los, por uma só vez que seja, a sensação de plenitude nunca vos abandonará. Nada poderá tirar-vos essa sensação de imensidão e de eternidade.
Vamos construir o templo de Omraam Mikhäel Aïvanhov... A Fraternidade Branca Universal... A Idade de Ouro sobre a Terra...
sexta-feira, 4 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
A ÚNICA MORAL DA SEXUALIDADE: O AMOR...
Um instrutor, um guia espiritual, tem o dever de esclarecer os homens e as mulheres acerca da questão da sexualidade, sabendo bem que esta questão só pode ser verdadeiramente resolvida em função de cada pessoa. Querer impor regras idênticas para todos, em nome da moral, não é razoável, porque a disciplina que pode conduzir uns para o equilíbrio, para a força e para a verdadeira espiritualidade, pode, pelo contrário, levar outros à histeria, à neurose, à doença. A natureza das necessidades dos humanos não é igual para todos, e quem não levar em conta esta realidade arriscar-se-á ou a pregar no deserto ou a infligir neles tormentos inúteis.
É claro que isto não quer dizer que não se deve fazer esforços. Sim, cada um, ao seu nível, deve esforçar-se por dominar a força sexual, por viver o seu amor de uma maneira mais bela, mais nobre, mais espiritual, porque essa é a única regra moral verdadeira. Algumas pessoas não querem fazer qualquer esforço porque sabem que são fracas e pensam que voltarão a cair logo de seguida. Não é um bom raciocínio, porque o mais importante não é o sucesso, mas o facto de elas serem completamente sinceras no desejo de melhorarem as manifestações do seu amor. Cairão pelo caminho, certamente, mas serão ajudadas e erguer-se-ão de novo. Por mais quedas que se dê, o essencial é nunca se deixar de fazer esforços.
Mas, para se ser estimulado nesses esforços, é preciso ter um associado muito poderoso. E esse associado é o ideal com que se vive: um ideal de generosidade, de amor, de luz. O ideal é um ser espiritual, uma entidade viva que vos impele para o Alto. Assim, todas as forças que não utilizardes no plano físico servirão para alimentar, para reforçar este ideal, e contribuirão para a sua realização.
Conter a energia sexual apenas para obedecer a regras ditadas pela Igreja e pela sociedade é, muito simplesmente, recalcamento. E o recalcamento não pode ser uma solução para o problema da sexualidade; o recalcamento é a recusa em dar à força sexual o seu escoamento natural, sem se ter em mente um ideal bastante poderoso, capaz de fazer um trabalho nos planos superiores para canalizar e transformar esta força. A verdadeira renúncia não deve ser uma privação, mas uma transposição para outro plano. É a mesma atividade que continua, mas orientada para os planos superiores. Não se deve ficar privado, não se deve renunciar, mas somente deslocar-se, isto é, fazer no Alto o que se fazia em baixo: simbolicamente falando, em vez de se beber a água de um pântano, bebe-se a água de uma fonte pura e cristalina!
Portanto, o essencial é que vos esforceis sempre para melhorar as vossas manifestações em todos os domínios, em particular no da sexualidade, porque – deveis saber isso! – o ato do amor, em si, não é bom nem mau; ele será apenas o que fizerdes dele. Se não tiverdes trabalhado sobre vós para vos tornardes puros, nobres e esclarecidos, por este ato comunicareis ao vosso parceiro doenças, vícios e influências nocivas. O verdadeiro amor deve melhorar, em tudo, o ser que amais; deve elevá-lo, reforçá-lo, iluminá-lo. Só quando virdes que um ser se desenvolve graças ao vosso amor é que podereis considerar-vos felizes e agradecer ao Céu por terdes conseguido ajudá-lo e protegê-lo.
É claro que isto não quer dizer que não se deve fazer esforços. Sim, cada um, ao seu nível, deve esforçar-se por dominar a força sexual, por viver o seu amor de uma maneira mais bela, mais nobre, mais espiritual, porque essa é a única regra moral verdadeira. Algumas pessoas não querem fazer qualquer esforço porque sabem que são fracas e pensam que voltarão a cair logo de seguida. Não é um bom raciocínio, porque o mais importante não é o sucesso, mas o facto de elas serem completamente sinceras no desejo de melhorarem as manifestações do seu amor. Cairão pelo caminho, certamente, mas serão ajudadas e erguer-se-ão de novo. Por mais quedas que se dê, o essencial é nunca se deixar de fazer esforços.
Mas, para se ser estimulado nesses esforços, é preciso ter um associado muito poderoso. E esse associado é o ideal com que se vive: um ideal de generosidade, de amor, de luz. O ideal é um ser espiritual, uma entidade viva que vos impele para o Alto. Assim, todas as forças que não utilizardes no plano físico servirão para alimentar, para reforçar este ideal, e contribuirão para a sua realização.
Conter a energia sexual apenas para obedecer a regras ditadas pela Igreja e pela sociedade é, muito simplesmente, recalcamento. E o recalcamento não pode ser uma solução para o problema da sexualidade; o recalcamento é a recusa em dar à força sexual o seu escoamento natural, sem se ter em mente um ideal bastante poderoso, capaz de fazer um trabalho nos planos superiores para canalizar e transformar esta força. A verdadeira renúncia não deve ser uma privação, mas uma transposição para outro plano. É a mesma atividade que continua, mas orientada para os planos superiores. Não se deve ficar privado, não se deve renunciar, mas somente deslocar-se, isto é, fazer no Alto o que se fazia em baixo: simbolicamente falando, em vez de se beber a água de um pântano, bebe-se a água de uma fonte pura e cristalina!
Portanto, o essencial é que vos esforceis sempre para melhorar as vossas manifestações em todos os domínios, em particular no da sexualidade, porque – deveis saber isso! – o ato do amor, em si, não é bom nem mau; ele será apenas o que fizerdes dele. Se não tiverdes trabalhado sobre vós para vos tornardes puros, nobres e esclarecidos, por este ato comunicareis ao vosso parceiro doenças, vícios e influências nocivas. O verdadeiro amor deve melhorar, em tudo, o ser que amais; deve elevá-lo, reforçá-lo, iluminá-lo. Só quando virdes que um ser se desenvolve graças ao vosso amor é que podereis considerar-vos felizes e agradecer ao Céu por terdes conseguido ajudá-lo e protegê-lo.
terça-feira, 24 de junho de 2014
A PENA DE MORTE: QUE EFICÁCIA?...
O que prejudica muito as pessoas hoje em dia é esta febre, esta agitação contínua em que elas vivem e que acaba por produzir estragos, tanto no seu organismo físico como no seu organismo psíquico. Ouve-se cada vez mais esta queixa: «Estou cansado!» Mas, apesar disso, as pessoas continuam a afadigar-se, a correr de um lado para o outro, sem parar um minuto. É bom querer-se estar ativo, mas, para se poder permanecer ativo sem fadiga, é preciso saber descontrair-se. E não apenas uma ou duas vezes por dia, isso não chega, mas dez, quinze, vinte vezes, um minuto de cada vez. Quando tiverdes um momento livre – e não importa onde, pode ser num sinal vermelho ou numa fila de espera –, em vez de deixardes o vosso pensamento vaguear ou de vos enervardes por vos fazerem perder tempo, aproveitai a ocasião para uns momentos de concentração, de acalmia, e assim recuperardes o equilíbrio; em seguida, retomareis a vossa atividade com forças renovadas.
O essencial é conseguirdes romper esse ritmo acelerado que faz de vós uma espécie de máquina propulsionada por um motor impossível de dominar. Portanto, parai várias vezes por dia, pelo menos durante um minuto, e pensai em alguém ou em algo que vos agrade, que vos traga a paz interior, que vos inspire, que vos dê coragem. Se também vos for possível, retirai-vos para uma sala sossegada, deitai-vos de barriga para baixo numa cama ou no chão, sobre o tapete, com os braços e as pernas estendidos, e deixai-vos ir como se flutuásseis num oceano de luz, sem mexer, sem pensar em nada a não ser na luz… Um minuto, apenas, e erguer-vos-eis revigorados.
Existe ainda outro exercício fácil e eficaz: aprender a comer. Uma vez que, em todo o caso, sois obrigados a parar e a sentar-vos, então, em vez de comerdes de qualquer maneira, com nervosismo e precipitação, considerai as refeições como ocasiões para fazer um exercício de repouso, de concentração e de harmonização de todas as vossas células.
Quando vos sentardes à mesa, começai por expulsar do espírito tudo o que possa impedir-vos de comer em paz e harmonia. E, se isso não vos for possível de imediato, esperai pelo momento em que tiverdes conseguido acalmar. Porque, se comerdes num estado de inquietação, de cólera ou de descontentamento, introduzir-se-ão em vós uma agitação febril e vibrações desordenadas que depois se transmitirão a tudo o que fizerdes. Ainda que tenteis dar uma impressão de calma, de autodomínio, desprender-se-ão de vós emanações de agitação, de tensão, e cometereis erros, chocareis com as pessoas ou as coisas, proferireis palavras desastrosas que rompem amizades e fecham portas… Ao passo que, se comerdes num estado de harmonia, resolvereis melhor os problemas que tiverdes de enfrentar, e, ainda que sejais obrigados a correr de um lado para o outro durante todo o dia, sentireis uma paz que a vossa atividade não poderá destruir. É começando pelo começo, pelas pequenas coisas, que se conseguirá ir muito longe.
O essencial é conseguirdes romper esse ritmo acelerado que faz de vós uma espécie de máquina propulsionada por um motor impossível de dominar. Portanto, parai várias vezes por dia, pelo menos durante um minuto, e pensai em alguém ou em algo que vos agrade, que vos traga a paz interior, que vos inspire, que vos dê coragem. Se também vos for possível, retirai-vos para uma sala sossegada, deitai-vos de barriga para baixo numa cama ou no chão, sobre o tapete, com os braços e as pernas estendidos, e deixai-vos ir como se flutuásseis num oceano de luz, sem mexer, sem pensar em nada a não ser na luz… Um minuto, apenas, e erguer-vos-eis revigorados.
Existe ainda outro exercício fácil e eficaz: aprender a comer. Uma vez que, em todo o caso, sois obrigados a parar e a sentar-vos, então, em vez de comerdes de qualquer maneira, com nervosismo e precipitação, considerai as refeições como ocasiões para fazer um exercício de repouso, de concentração e de harmonização de todas as vossas células.
Quando vos sentardes à mesa, começai por expulsar do espírito tudo o que possa impedir-vos de comer em paz e harmonia. E, se isso não vos for possível de imediato, esperai pelo momento em que tiverdes conseguido acalmar. Porque, se comerdes num estado de inquietação, de cólera ou de descontentamento, introduzir-se-ão em vós uma agitação febril e vibrações desordenadas que depois se transmitirão a tudo o que fizerdes. Ainda que tenteis dar uma impressão de calma, de autodomínio, desprender-se-ão de vós emanações de agitação, de tensão, e cometereis erros, chocareis com as pessoas ou as coisas, proferireis palavras desastrosas que rompem amizades e fecham portas… Ao passo que, se comerdes num estado de harmonia, resolvereis melhor os problemas que tiverdes de enfrentar, e, ainda que sejais obrigados a correr de um lado para o outro durante todo o dia, sentireis uma paz que a vossa atividade não poderá destruir. É começando pelo começo, pelas pequenas coisas, que se conseguirá ir muito longe.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O STRESS - COMO PREVENI-LO...
O que prejudica muito as pessoas hoje em dia é esta febre, esta agitação contínua em que elas vivem e que acaba por produzir estragos, tanto no seu organismo físico como no seu organismo psíquico. Ouve-se cada vez mais esta queixa: «Estou cansado!» Mas, apesar disso, as pessoas continuam a afadigar-se, a correr de um lado para o outro, sem parar um minuto. É bom querer-se estar ativo, mas, para se poder permanecer ativo sem fadiga, é preciso saber descontrair-se. E não apenas uma ou duas vezes por dia, isso não chega, mas dez, quinze, vinte vezes, um minuto de cada vez. Quando tiverdes um momento livre – e não importa onde, pode ser num sinal vermelho ou numa fila de espera –, em vez de deixardes o vosso pensamento vaguear ou de vos enervardes por vos fazerem perder tempo, aproveitai a ocasião para uns momentos de concentração, de acalmia, e assim recuperardes o equilíbrio; em seguida, retomareis a vossa atividade com forças renovadas.
O essencial é conseguirdes romper esse ritmo acelerado que faz de vós uma espécie de máquina propulsionada por um motor impossível de dominar. Portanto, parai várias vezes por dia, pelo menos durante um minuto, e pensai em alguém ou em algo que vos agrade, que vos traga a paz interior, que vos inspire, que vos dê coragem. Se também vos for possível, retirai-vos para uma sala sossegada, deitai-vos de barriga para baixo numa cama ou no chão, sobre o tapete, com os braços e as pernas estendidos, e deixai-vos ir como se flutuásseis num oceano de luz, sem mexer, sem pensar em nada a não ser na luz… Um minuto, apenas, e erguer-vos-eis revigorados.
Existe ainda outro exercício fácil e eficaz: aprender a comer. Uma vez que, em todo o caso, sois obrigados a parar e a sentar-vos, então, em vez de comerdes de qualquer maneira, com nervosismo e precipitação, considerai as refeições como ocasiões para fazer um exercício de repouso, de concentração e de harmonização de todas as vossas células.
Quando vos sentardes à mesa, começai por expulsar do espírito tudo o que possa impedir-vos de comer em paz e harmonia. E, se isso não vos for possível de imediato, esperai pelo momento em que tiverdes conseguido acalmar. Porque, se comerdes num estado de inquietação, de cólera ou de descontentamento, introduzir-se-ão em vós uma agitação febril e vibrações desordenadas que depois se transmitirão a tudo o que fizerdes. Ainda que tenteis dar uma impressão de calma, de autodomínio, desprender-se-ão de vós emanações de agitação, de tensão, e cometereis erros, chocareis com as pessoas ou as coisas, proferireis palavras desastrosas que rompem amizades e fecham portas… Ao passo que, se comerdes num estado de harmonia, resolvereis melhor os problemas que tiverdes de enfrentar, e, ainda que sejais obrigados a correr de um lado para o outro durante todo o dia, sentireis uma paz que a vossa atividade não poderá destruir. É começando pelo começo, pelas pequenas coisas, que se conseguirá ir muito longe.
O essencial é conseguirdes romper esse ritmo acelerado que faz de vós uma espécie de máquina propulsionada por um motor impossível de dominar. Portanto, parai várias vezes por dia, pelo menos durante um minuto, e pensai em alguém ou em algo que vos agrade, que vos traga a paz interior, que vos inspire, que vos dê coragem. Se também vos for possível, retirai-vos para uma sala sossegada, deitai-vos de barriga para baixo numa cama ou no chão, sobre o tapete, com os braços e as pernas estendidos, e deixai-vos ir como se flutuásseis num oceano de luz, sem mexer, sem pensar em nada a não ser na luz… Um minuto, apenas, e erguer-vos-eis revigorados.
Existe ainda outro exercício fácil e eficaz: aprender a comer. Uma vez que, em todo o caso, sois obrigados a parar e a sentar-vos, então, em vez de comerdes de qualquer maneira, com nervosismo e precipitação, considerai as refeições como ocasiões para fazer um exercício de repouso, de concentração e de harmonização de todas as vossas células.
Quando vos sentardes à mesa, começai por expulsar do espírito tudo o que possa impedir-vos de comer em paz e harmonia. E, se isso não vos for possível de imediato, esperai pelo momento em que tiverdes conseguido acalmar. Porque, se comerdes num estado de inquietação, de cólera ou de descontentamento, introduzir-se-ão em vós uma agitação febril e vibrações desordenadas que depois se transmitirão a tudo o que fizerdes. Ainda que tenteis dar uma impressão de calma, de autodomínio, desprender-se-ão de vós emanações de agitação, de tensão, e cometereis erros, chocareis com as pessoas ou as coisas, proferireis palavras desastrosas que rompem amizades e fecham portas… Ao passo que, se comerdes num estado de harmonia, resolvereis melhor os problemas que tiverdes de enfrentar, e, ainda que sejais obrigados a correr de um lado para o outro durante todo o dia, sentireis uma paz que a vossa atividade não poderá destruir. É começando pelo começo, pelas pequenas coisas, que se conseguirá ir muito longe.
domingo, 22 de junho de 2014
LIMITES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Quando um homem invade o terreno do vizinho, não lhe paga o que deve, o agride ou o injuria, todas as leis estão contra ele e ele é condenado. Mas se, por palavras escritas ou faladas, ou pelo seu exemplo, ele fizer perder a fé, a esperança e o amor a milhares de pessoas, se as incitar à devassidão e à violência, aí a justiça deixá-lo-á em paz.
Todos são livres de exprimir os seus pensamentos e desejos. Mesmo os mais escabrosos, sem se preocuparem com as consequências que eles poderão ter no destino de certos seres mais fracos, mais influenciáveis; isso não tem qualquer importância para eles. Joias roubadas, vidros partidos, ah!, isso sim, é importante; mas almas e espíritos mergulhados na dúvida, na revolta e na confusão, já não é grave. Deste modo, os maiores criminosos passeiam em liberdade e, se forem artistas, escritores, cineastas, até lhes concedem prémios! A saúde espiritual de uma sociedade não conta – pode-se permitir que ela caia, se arruíne ou seja destruída; mas, no que se refere a bens físicos, materiais, tudo está previsto para os proteger: as polícias, os tribunais, as prisões…
Direis vós: «Como?! As pessoas devem poder exprimir livremente as suas ideias; quando, em certas épocas, se perseguia os pensadores, os filósofos e os artistas, a situação não era melhor.» Sim, é certo, eu sei; enquanto os humanos não tiverem critérios para discernir o que é realmente bom ou mau, é preferível que todos possam exprimir-se. Mas eu chamo a atenção de todos os criadores para a sua responsabilidade. Eu previno-os, dizendo: vós tendes a sorte de ser livres, mas a liberdade, em si, não é um fim, e é vosso dever refletir acerca dos efeitos que as vossas obras produzirão nos outros. Deveis saber que, mesmo que a justiça humana vos deixe em paz, a justiça divina considerar-vos-á responsáveis… Quando chegardes ao outro mundo e vos mostrarem que causastes este e aquele estrago noutros seres, de nada vos valerá protestardes dizendo que não fizestes todo aquele mal, porque vos responderão: «Não é verdade! Essas pessoas sofreram por vossa causa; vós introduzistes a confusão nas suas mentes, nos seus corações, impeliste-las a fazer experiências arriscadas, sem as prevenir dos perigos que corriam. Por isso, sois culpados e sereis punidos.»
Deveis servir-vos dos vossos dons para esclarecer os seres, para despertar neles o amor, a confiança, o desejo de se aperfeiçoarem. Senão, ficai sabendo que não só sereis punidos, como, numa próxima encarnação, sereis privados desses dons.
Todos são livres de exprimir os seus pensamentos e desejos. Mesmo os mais escabrosos, sem se preocuparem com as consequências que eles poderão ter no destino de certos seres mais fracos, mais influenciáveis; isso não tem qualquer importância para eles. Joias roubadas, vidros partidos, ah!, isso sim, é importante; mas almas e espíritos mergulhados na dúvida, na revolta e na confusão, já não é grave. Deste modo, os maiores criminosos passeiam em liberdade e, se forem artistas, escritores, cineastas, até lhes concedem prémios! A saúde espiritual de uma sociedade não conta – pode-se permitir que ela caia, se arruíne ou seja destruída; mas, no que se refere a bens físicos, materiais, tudo está previsto para os proteger: as polícias, os tribunais, as prisões…
Direis vós: «Como?! As pessoas devem poder exprimir livremente as suas ideias; quando, em certas épocas, se perseguia os pensadores, os filósofos e os artistas, a situação não era melhor.» Sim, é certo, eu sei; enquanto os humanos não tiverem critérios para discernir o que é realmente bom ou mau, é preferível que todos possam exprimir-se. Mas eu chamo a atenção de todos os criadores para a sua responsabilidade. Eu previno-os, dizendo: vós tendes a sorte de ser livres, mas a liberdade, em si, não é um fim, e é vosso dever refletir acerca dos efeitos que as vossas obras produzirão nos outros. Deveis saber que, mesmo que a justiça humana vos deixe em paz, a justiça divina considerar-vos-á responsáveis… Quando chegardes ao outro mundo e vos mostrarem que causastes este e aquele estrago noutros seres, de nada vos valerá protestardes dizendo que não fizestes todo aquele mal, porque vos responderão: «Não é verdade! Essas pessoas sofreram por vossa causa; vós introduzistes a confusão nas suas mentes, nos seus corações, impeliste-las a fazer experiências arriscadas, sem as prevenir dos perigos que corriam. Por isso, sois culpados e sereis punidos.»
Deveis servir-vos dos vossos dons para esclarecer os seres, para despertar neles o amor, a confiança, o desejo de se aperfeiçoarem. Senão, ficai sabendo que não só sereis punidos, como, numa próxima encarnação, sereis privados desses dons.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A ORIGEM DAS DESIGUALDADES - A LEI DA REINCARNAÇÃO
Pela vida fora, encontramos seres saudáveis, belos, inteligentes, ricos, que beneficiam das melhores condições e são bem-sucedidos em tudo o que empreendem, e outros, pelo contrário, tão deserdados que, por mais que façam, só têm insucessos. Qual é a origem desta desigualdade de condições? Frequentemente, muitas pessoas ficam chocadas com o que parece ser uma verdadeira injustiça do destino. Se interrogardes os cientistas acerca da razão destas desigualdades, a maioria dir-vos-á que elas se devem ao acaso. E se interrogardes os sacerdotes, os pastores, estes responder-vos-ão que é a vontade de Deus. Por vezes, falar-vos-ão da predestinação e da graça, mas com isso só conseguem acrescentar mais uma injustiça. De qualquer modo, dizer «é a vontade de Deus» não difere muito de dizer «é obra do acaso». Mas analisemos esta resposta dos religiosos. O Senhor dá tudo a uns e nada a outros; não se sabe porquê, mas é assim. E isto não é tudo, porque depois Ele fica furioso, ultrajado, quando aqueles a quem não deu boas qualidades nem boas condições são maus, estúpidos, e cometem crimes. E castiga-os. Como Ele é omnipotente, tinha o poder de fazer deles seres magníficos; mas não fez. Então, não só é por Sua culpa que eles cometem crimes, como ainda por cima Ele os castiga por causa desses crimes! Eis a razão por que muitas pessoas se sentem revoltadas. Não, na realidade, há uma explicação para todas as aparentes injustiças da vida: é a lei da reincarnação. E a Igreja não compreendeu que, ao negar esta lei, apresentou o Senhor como um verdadeiro monstro. A explicação é que, na origem, Deus deu-nos tudo, mas também nos deu a liberdade, e foi dessa liberdade que nós nos servimos para fazer experiências que nos saíram caras. Então, o Senhor, que é generoso e paciente, deixa-nos fazê-las, dizendo: «São meus filhos. Coitados, sofrerão e darão cabeçadas, mas não faz mal, porque eu continuarei a dar-lhes as minhas riquezas e o meu amor… Têm muitas incarnações à sua frente… Aprenderão e ganharão juízo.» Portanto, Ele deixou-nos livres, e agora tudo o que nos acontece de mau é da nossa responsabilidade, é porque o merecemos. E também merecemos tudo o que nos acontece de bom: é o resultado dos nossos esforços nas incarnações anteriores. Por que é que a Igreja lançou toda a responsabilidade do nosso destino para cima do Senhor? Vós direis: «Não, ela não fez isso, apenas suprimiu a crença na reincarnação.» Na realidade, se refletirmos um pouco vai dar ao mesmo, o que é muito grave. A crença na reincarnação é também um dos fundamentos da moral. Enquanto não se esclarecer os humanos acerca desta lei da causa e efeito – segundo a qual o passado age sobre o futuro e uma existência sobre as seguintes – pode-se tentar “educá-los” fazendo-lhes todos os sermões possíveis, que isso de nada servirá, porque eles não se modificarão. E não só não se modificarão, como se revoltarão, por se sentirem vítimas da injustiça social; eles invejam e combatem todos os que consideram mais privilegiados do que eles, e assim só complicam ainda mais a situação. Mas aquele que sabe que as dificuldades e as provações que encontra nesta existência são consequência das suas transgressões no passado, não só aceita essas dificuldades como decide trabalhar para o bem, a fim de melhorar as suas futuras incarnações.
Pensamento de 18 de Junho de 2014
"Como é que as entidades tenebrosas arranjam maneira de fazer mal aos humanos? Apresentam-lhes tentações para os impelir a cometer falhas, pois cada falha é uma espécie de interstício que lhes dá a possibilidade de se introduzirem neles e os atormentarem. Se eles resistem à tentação e não cometem erros, essas entidades não podem penetrar. Por isso se pode dizer que o diabo – digamos o diabo para simplificar, pois é o termo geralmente usado pelos cristãos – só tem o poder que lhe é dado pelos humanos. Se eles não quiserem ter de se haver com ele, que se defendam! Ele não os força, só lhes faz sugestões – é por isso que o designam por “o tentador” –, mas eles têm sempre o poder de dizer não.
Muitas pessoas imaginam que alguns dos seus mal-estares, das suas angústias, surgiram de repente, assim, por acaso! Na realidade, elas é que lhes prepararam as condições propícias, abriram em si uma brecha. Como? Alimentando desejos, pensamentos e sentimentos maus, deixando-se ir atrás de certas fraquezas, cometendo certas transgressões. Nesse preciso momento, o diabo encontrou uma passagem e entrou para começar o seu trabalho de destruição."
Muitas pessoas imaginam que alguns dos seus mal-estares, das suas angústias, surgiram de repente, assim, por acaso! Na realidade, elas é que lhes prepararam as condições propícias, abriram em si uma brecha. Como? Alimentando desejos, pensamentos e sentimentos maus, deixando-se ir atrás de certas fraquezas, cometendo certas transgressões. Nesse preciso momento, o diabo encontrou uma passagem e entrou para começar o seu trabalho de destruição."
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